24.2.16

Sentimento de Gratidão

Mensagem Celebração - Culto CPV - 21-fev-2016 - 18h15: 

ROTEIRO:
1 – ACEITAÇÃO - ENTREGA TOTAL  - ESPERANÇA
Confiança absoluta pelo privilégio de sermos amados incondicionalmente, sempre fazendo você mesmo, aquilo que gostaria que o outro fizesse. 

2 – RELACIONAMENTOS
Fazer poucas coisas, bem praticadas e bem transmitidas a outros, sempre a serviço da Missão como instrumentos facilitadores de Vida na Vida.

3 – COMPROMETIMENTO
Tornar parecidos com Jesus servindo ao Reino de Deus, com alegria e com GRATIDÃO, mesmo estando no meio deste mundo  de negociatas e desculpas esfarrapadas.

INTRODUÇÃO
Motivação para Gratidão:

A ciência (neurociência) afirma que o sentimento de GRATIDÃO produz uma vida otimista, sem raiva e sem medo. Um coração Grato, celebra, faz festa e degusta um vinho.

Gosto das várias versões da Bíblia. Destaco a versão contemporânea de Eugene Peterson: A Mensagem. 

(Posteriormente no dia seguinte, um amigo disse: "na neurobiologia as recomendações para ser feliz são: 1) ser agradecido. 2) escrever as emoções negativas - para tirá-las do circuito límbico, das emoções. 3) abraçar ou tocar as pessoas. 4) tomar as melhores decisões possíveis - não precisam ser decisões perfeitas"). 

Quantas histórias e músicas JÁ nos emocionaram? 
a) Observar como o Espírito trabalha - (fazendeiro com 7 filhos, só o filho mais velho sabia ler, hospedou um caixeiro viajante que lhe falou de Jesus e deixou uma Bíblia de presente, que o filho mais velho passou a ler todo dia com a família. Quando chegou no batismo de Jesus, o fazendeiro mandou reler várias vezes e decidiu que o filho mais velho o batizasse e depois ele batizou todos da família. Mudando para Montes Claros, nasceu com esta família a 1ª igreja na cidade).    
b) Observar a nossa parte, a nossa missão – (Um pastor que viu uma menina de 9 anos fazendo faxinas como diarista, foi abraçá-la todo dia por muito tempo em todas as casas que ela trabalhava, até ser converter, estudar, formar-se em Biologia, pós graduação em educação ambiental, casar-se e sustentar a família fazendo unhas nas casas, aprendendo esta atividade no youtube, para o marido desempregado estudar pra concursos).  
c) Observar a entrega confiante e ternura do Noivo – (a noiva comum chorou e se emocionou quando o namorado a pediu em casamento, assumindo sua vida como ela era. Ela se entregou confiantemente e se casaram).

Como podemos sentir a ternura de Jesus, quando Ele nos compara como noivas – a sua igreja? . 

Quem não deseja ser abraçado pelo Noivo na festa de casamento? 

 - A festa já começou. O convite está feito. Quem vai entrar na Festa?

Cântico:
“Não existe nada melhor, do que ser amigo de Deus”. 
(e ser convidado por Ele para a Festa).
 - Não existe nada melhor. Do que ser amigo de Deus. Caminhar seguro na luz. Desfrutar do seu amor. Ter a paz no coração. Viver sempre em comunhão. E assim perceber. A grandeza do poder. De Jesus meu bom pastor.

TEXTOS - São textos bem conhecidos.
O Médico grego, que não foi testemunha ocular de Jesus, mas conviveu com Paulo e os apóstolos, pesquisando, escreveu o livro de Lucas. Vamos ler Lc 14.15-24.
Mateus viu, sentiu e escreveu o livro de Mateus. Vamos ler Mt 22.1-14. 

Comentários: 

Muitos ouvem a Bíblia, mas nem sempre ela fala interiormente, porque o mundo não visível, não existe.
Nós precisamos VER. Mas a fé é CONFIAR e se Entregar completamente. 

O mais difícil numa fé madura é nos permitirmos ser objeto do DELEITE de Deus. Deus nos fez, para se deleitar, apreciar, ter o prazer de conviver, ter comunhão e relacionar com a sua criatura todo dia, no jardim. 

Fomos planejados e feitos para a glória, mas passamos a buscar a glória, por causa desta origem, em nós mesmos com os nossos próprios esforços e inteligência. 

Jesus é o nosso mediador e religador para satisfazer o desejo de Deus para deleitar-se com a sua criatura.

Jesus inventou esta história (parábola) para mostrar que a verdadeira espiritualidade consiste em viver um relacionamento saudável, em Gratidão pela Graça, em gratidão pela Cruz e em Gratidão pelo CONVITE para esta festa, que já começou.

As pessoas precisam ser mais bem lembradas, que instruídas.    - Diz CSL.
Assim, podemos recordar e vivenciar esta história nos Núcleos nas casas durante esta semana. 

1 – ACEITAÇÃO - ENTREGA TOTAL  - ESPERANÇA
O v.4 – “Tudo já está preparado para a festa. Convites, bezerros e bois”.
“Que venham à festa”. 
Depois de aceitar o convite para a festa, podemos ir com prazer e alegria, sem desculpas, sem priorizar outros negócios. É entrar e aproveitar bem, celebrando em gratidão toda a  festa com o Noivo.
O nosso culto aqui também é um encontro de celebração e gratidão.

A MÁ NOTÍCIA é que fracassamos, desobedecemos, fugimos, damos desculpas por qualquer motivo, nos separamos do Criador e desprezamos o convite, para cuidar dos nossos próprios negócios e interesses.
Mc 8.34 diz: “Quem quiser Me seguir tem de ser capaz de aceitar a minha liderança”.
Jesus está no comando da Celebração e da Festa.
E diz: Tome a sua cruz, abrace-me e Eu mostrarei o caminho de como fazer discípulos entre vocês.

O que é tomar a sua cruz? O que a Cruz te lembra? Cemitério, morte?
Então? Tomar a cruz é morrer pra você mesmo, para os seus próprios desejos, para os seus próprios medos e suas próprias desculpas, entregando-se confiantemente nos braços de Jesus.

O v.10 – “A festa ficou cheia de gente”.
Mas nem todos puderam abraçar o Noivo na festa e se entregar a Ele.
Celebrar é aceitar o convite e abraçar o Noivo com GRATIDÃO, em consideração ao convite recebido e ao privilégio de ser amado incondicionalmente.
Podemos demonstrar esta GRATIDÃO, “amando o próximo como a nós mesmos”, procurando  fazer você mesmo, aquilo que gostaria que o outro fizesse. 

(Mau exemplo do caminhão ultrapassando na estrada e o reclamante fazendo a mesma coisa em seguida na outra subida).


2 – RELACIONAMENTOS
O v.11: “um homem não estava usando roupa de festa”.
Não adianta entrar como ouvinte, sem se preparar para se envolver na festa. Não dá pra entrar de qualquer maneira sem relacionar-se na festa, sem entender a boa notícia e sem se despir da roupagem  velha. 

A BOA NOTÍCA é que  nos tornamos, os irmãos mais novos, os menores “os mais pequenos irmãos” do Noivo (Jesuisinhos). A ênfase não está na pecaminosidade latente, mas na generosidade do convite do Pai, por ser um Deus apaixonado que não consegue ficar SEM nós.

Por isto, é preciso desejar mudanças de atitudes, de propósitos, ética, caráter, procurando imitar o Noivo em tudo.
“Porque o Noivo consegue ver e analisar o coração”.

Entrar na festa exige doação de tempo, abrir a casa ao vizinho. Doar-se, envolver-se com o outro, hospedar, servir. Entrar na festa é celebrar, alegrar-se, com leveza, fazendo poucas coisas, bem praticadas e bem transmitidas a outros, sempre a serviço da Missão como instrumentos facilitadores de Vida na Vida, pra fazer novos discípulos do Noivo.

Só assistir a festa, ficar num canto com a mesma roupagem velha, sem cooperar, sem participar, sem vibrar e sem se emocionar com o Noivo, não vale nada. Isto, é estar na festa apenas de corpo presente, não tem a aprovação de Jesus.

É o mesmo que só assistir os cultos nos domingos, sem a prática do dia a dia
no trabalho durante a semana , daquilo que foi aprendido.  Cristianismo é essencialmente relacional. 


3 – COMPROMETIMENTO
O v.14: “Poucos são os escolhidos” .
É preciso sentir-se escolhido e aceito.
O nosso mecanismo de defesa não admite fracassos e desprezos, apesar de falarmos da Cruz, da Redenção, do Resgate e da Religação pela Graça de Jesus. Muitos acham que podem sentar na mesa e entrar na festa quando quiserem, pensando que possuem o controle de todas as coisas.

Participar da festa é muito mais do que apenas sentar-se na mesa.
Mesmo diante de toda fragilidade humana, Deus continua amando, convidando e trabalhando com o homem infiel.

A espiritualidade profunda é a que reconhece que fracassou e aprendeu
viver com as experiências da Graça, entrando na festa e se comprometendo com o Noivo. Esta maturidade, normalmente acontece entre os 30 e 60 anos de idade. 

Mas não existe crescimento e maturidade sem dificuldades e embaraços. 
O maior desafio do crescimento espiritual é o desafio da responsabilidade
e do compromisso pessoal.

A procrastinação é o pior fracasso e o mais danoso de todos. 
Alguns morrem antes de aceitar o convite para a festa. 

NADA pode ser mais importante na vida, do que estar na festa
e no entorno da mesa com Jesus.

O Cristianismo é um mistério cheio de Graça e não um código moral CHEIO de regras. Só a Graça nos torna pessoas completas. Ser Cristão é viver cada momento pela Graça. Não é uma filosofia de amor, MAS é um caso de amor, cheio de Gratidão.

Pensar: 
Será que cremos mesmo no Evangelho? 
Será que temos mesmo esperança de sobreviver na eternidade? 
E se não houver festa nenhuma lá dentro? Mantemos o interesse? 
A Festa já começou. 
Como temos celebrado a nossa união com o Noivo? 

Conclusão:
Podemos aceitar o convite e nos tornar parecidos com o Noivo, o nosso irmão mais velho. Podemos servir o Reino de Deus  com alegria e com GRATIDÃO, mesmo estando no meio deste mundo  de  sofrimentos, negociatas, aflições, perseguições e desculpas esfarrapadas.

Precisamos dizer SIM em Gratidão ao amor incondicional de Deus, crendo na força do Reino e na promessa final de um Reino novo sem pecado. E assumir o convite para a festa, num compromisso de viver pela Graça de Jesus.

O Hino 16 – NC apresenta esta confiança para adorar a Deus neste amor que Ele tem por nós.      
Louvai a Deus, Soberano Senhor do que é feito. Louvai-o, sim, De vossa alma, tesouro perfeito! A Deus cantai. E, com fervor, tributai
Profundo amor e respeito. Louvai a Deus. Que vos faz prosperar dia a dia; E, com amor, Vos defende e abençoa a porfia. Lembrai, também,
Que o poderoso vos vem. Fazer feliz companhia.



Edgard F Alves 

18.1.16

Para começar o ano de 2016

Indo e fazendo em 2016

Quem somos? Andarilhos, peregrinos ou maltrapilhos?
Faço comigo mesmo o que eu faria com os outros?

Interessei em ler um livro esquecido nas ferias em Aracaju no inicio deste ano que veio consolidar minha Esperança de Reino.

Achei providencial poder ler especialmente o capitulo 9 do livro de Brennan Manning: "O Evangelho Maltrapilho".

A ideia é ótima e simples.
Ele chama de O Segundo Chamado.
Ele diz: O que dificulta abraçar o Segundo Chamado ou a Segunda Jornada, ou a Nova Sabedoria, são as crises que todos vivenciamos.

Sintetizando:
Este Segundo Chamado ele diz "conseguir entender e assumir na vida, entre os 30 e 60 anos de idade, quando se percebe que não dá pra viver a tarde da vida de acordo com o mesmo programa da manhã.
Novos programas acompanhados de um segundo chamado do Senhor Jesus, numa reflexão seria sobre a natureza e a qualidade da nossa fé, nossa crença, nossos valores no evangelho da graça e no amor a Deus e às pessoas".
Ele refere-se a três crises: A da fé, a da esperança e a do amor.

Primeiro ele analisa a crise da fé, "quando ainda pensamos poder fazer trocas, comprar ou fazer alguma coisa pra Deus nos amar mais. Ou ainda esperamos uma retribuição.
Define que a fé significa querer Deus e não querer nada mais fora de Deus, amando-nos de um modo novo e surpreendente, tendo algo novo a cada dia, nunca de forma estática, finalizada e resolvida, influenciando e facilitando para o outro entrar e querer ter a mesma fé".

Depois a crise da esperança. Ele descreve uma comparação das parábolas de Jesus a respeito do Reino e seu entendimento correto descrito em Mt 22.1 e em Lc 14.15.
"A maior parte de nós, fica do lado de fora da entrada do banquete, ouvindo a celebração, com apenas meia esperança de que haja de fato um banquete lá dentro, porque ainda vivemos no hiato entre a cruz e a ressurreição e o banquete ainda não é perfeito".

Penso que quando se começa a preparar a festa de um casamento, ela já começou. O jantar será servido no final numa grande mesa com Jesus. Normalmente para começar, se pesquisa as primeiras dicas e informações no google.
Toda aquela festa comparada com o Reino, já está descrita com detalhes na Bíblia tendo livre acesso a todos.

"Será que de fato cremos que estamos indo para uma festa de casamento que já começou?
Isto é crer e levar a segunda vinda muito a serio".

E em terceiro lugar a crise do amor. Diz que "Deus é de fato amor e ponto final. Que Ele está louco de amor e apaixonado que não consegue ficar sem nós, analisando a parábola do filho pródigo, que enfatiza a generosidade do Pai e não a pecaminosidade do filho.
Também que Jesus ignorou, parou,escreveu na areia, depois olhou e perguntou (Mulher adultera de Jo 8), afirmando que Deus não demonstra bom senso e moderação quando lida conosco, mostrando a natureza ultrajante do amor de Deus".

"Ele espera que o nosso amor pelos outros também seja assim sem querer nada em troca, começando comigo mesmo. É fazer com a gente mesmo, o que faria com os outros".

"A maior barreira contra o amor é o medo. Medo de fazer. Medo do fracasso. Medo de cair com a cara no chão, por causa da imagem mentirosa de sucesso que a cultura nos impõe como perfeição, dificultando entender e alcançar as pessoas simples, de forma simples, direta, entendendo de gente.
Adiamos tudo, gastando as energias do amor e de vida que estão dentro de nós, porque não existe crescimento em Jesus sem dificuldade e embaraços, sem riscos de fracasso ao longo de toda a vida".

Sempre vamos cometer erros. "O cristão profundo é o cristão que fracassou e aprendeu a viver com isso".

Aí ele cita a "procrastinação como o pior fracasso e mais danoso de todos e afirma que o Espirito de Jesus chama uma segunda vez e pergunta: você vai assumir sua vida hoje? Vai ser responsável pelo que fizer? Você vai crer?"
Mas crer na experiência da Graça e no sofrimento da Cruz.
Na força do Reino e na promessa final de um Reino novo sem pecado.
Na igreja de Jesus?

Conclusão:
A igreja de Jesus não é uma instituição hierárquica e nem um templo, mas uma comunidade ou núcleo de pessoas na Unidade de Jesus, facilitada por líderes de vida transparente.
Líderes que formam novos lideres com vivencia e experiências relacionais capazes de serem examinados em todas as áreas da sua vida.

Edgard F Alves

15.12.15

Entrar pra sentir Deus (perguntas frequentes)

Entrar e perguntar

Quem é o homem e com qual propósito ou finalidade ele foi criado?

O homem nasce, cresce, estuda, e sustenta uma nova família e quer ser feliz pelo reconhecimento, pelo trabalho, pelo cuidado da roupa, do carro, pela aparência ou performance, pelo dinheiro ou sucesso em várias áreas, sempre pensando primeiro nele mesmo.  

No caminhar do homem aparece variáveis impossíveis de se controlar, tendo reações e interesses muitas vezes além do suportável, criando anomalias de todos os tipos, contendas, brigas, guerras num ambiente de reação ao poder. Quando em algum momento aparece alguém com sensatez e paciência, o amor renova naquele dia.

Quando um filho (mesmo que rebelde e desobediente), ou o cônjuge, recebe atenção centrada por 15 minutos por dia, num tempo específico sem TV, celular, internet ou outra atividade qualquer, com atenção focada exclusivamente na sua disponibilidade séria, amiga e de proteção mútua, gera um resultado sempre para a mansidão, tolerância, compreensão e obediência saudável e prazerosa.

Onde está a fonte do prazer e felicidade?

A Trindade (Pai, Filho e Espírito), sendo seguramente relacional, fez o homem para ampliar a sua relação de comunhão, acompanhamento e amizade.
Para que isto fosse possível, o homem teria de ter arbítrio sendo imagem e semelhança do Criador.
Mas tendo a liberdade de escolha, certamente tenderia a conhecer caminhos fora da relação de comunhão e amizade com o Criador.

Neste caso, a Trindade capacitou o homem de entendimento para suportar uma boa opção, sem duvidar, informando que se optasse pelo lado de lá, da árvore ruim, não teria mais condições de receber a atenção e carinho na visitação diária da Trindade ao Jardim, local de trabalho e lazer do homem, e sem isto, não teria mais vida, sendo dominado pelas suas próprias paixões, sem a devida orientação diária do Criador.

Ao mesmo tempo, o Filho (Jesus), sentindo esta triste possibilidade de separação, se ofereceu para pagar o preço no lugar do homem. Deus aceitou o resgate futuro, deixando o homem viver para entender os danos causados pela sua opção, gerando a morte do Filho que se fez homem através de Maria, para no lugar do homem pagar o preço e trazer de volta o “sentir” do toque relacional, amigo e intimo da Trindade.

O propósito de Deus é ser de fato o Pai amoroso, capacitador, relacional e amigo do homem que optar por entrar pela Porta de retorno à comunhão com Ele, que é Jesus: “Todo aquele que o Pai me trouxer, Eu o receberei e todo aquele que Eu receber, conhecerá o Pai. Assim como o Pai me enviou, Eu os envio a vós outros. Eu sou a Porta, quem entrar por esta Porta ficará salvo”. Jesus disse isto ao viver como homem na terra ensinando o processo relacional direto com o Pai, possível estando no Filho, através do Quarto de Escuta diário e pessoal.

Onde está o Filho e quando nos veremos fisicamente de novo?

Agora Ele voltou para o Pai, mas mandou o Espírito com o mesmo poder, como se Jesus presente estivesse, para instruir, interpretar e capacitar os que entrarem pela única Porta que é Jesus, tornando possível ainda que imperfeita o retorno desta amizade e intimidade relacional com a Trindade.

Aquele que entra pela Porta, ouviu o chamado e pode experimentar desta amizade sincera, valiosa e completamente capacitadora em todos os sentidos da vida, sendo dirigido pelo Espírito em tudo que fizer, completamente feliz a despeito das circunstâncias e momentos da vida, à partir do Quarto de Escuta, quando sente o toque na visita diária no “Jardim”, para honrá-lo e glorificar. Todo aquele que entra, consegue sair para influenciar que outros entrem também.   

Somente é possível sentir o toque macio, benévolo e amigo do Criador, quando O conhecemos na intimidade do Quarto de Escuta. Também os Seus propósitos e intenções para o real chamado. Isto é Fé. É conhecer o Criador.

Fé é conhecimento de Deus?

Sim. Conhecimento é experimentar e entrar na intimidade com Deus durante uns 15 minutos em cada dia, como se no Jardim estivesse (Quarto de Escuta) recebendo a visita Dele, entendendo a sua origem como imagem e semelhança de Jesus. É sentir o impossível, é ver o que não se vê.

Num dia certo e planejado pelo Criador, Ele intervirá no mundo para adentrar de uma vez pra sempre com o novo homem, em novas circunstâncias, em novas terras sem mortes, sem máculas e sem maldades, pelo julgamento final no retorno do Filho Jesus.

O Natal alimenta esta Fé, por celebrar o início do projeto de recuperação ou resgate ou salvamento do homem caído. A igreja que vive para a pessoa e não para a igreja ou pra dentro dela mesma, certamente se alegrará com esta esperança e fé.  



Edgard F Alves 

20.11.15

Santarrões Zelosos

SOMOS FILHOS ADOTADOS 
Comunidade? 

Todos os aspectos da vida de uma Comunidade estão prontos a responder aos de fora. 
"E assim, tinham a simpatia de todo o povo, aonde o Senhor mesmo ia acrescentando os de fora do Reino". 

Uma comunidade não é totalmente inclusiva, mas o cristianismo é aberto e amplo não sendo culturalmente rígido. 
Ela não depende de estruturas, programas evangelísticos, ou sociedades e nem de departamentos de missões para alcançar os de fora. 

Uma Comunidade é composta pelos de dentro e pelos de fora do Reino, da mesma forma com a mistura cultural que existe dentro da própria família, no trabalho e no lazer. 

Tanto os de dentro que experimentam a Graça, como os de fora do Reino, podem ouvir que o Evangelho é realmente da Graça. 
Ambos (os de fora e de dentro) se beneficiam eficazmente de formas diferentes em momentos comuns, da mesma Graça.

Então, podemos dizer que Comunidade é a que acolhe os de fora. 
Os de fora do Reino precisam ver, sentir e dizer: 
"De fato Deus está entre eles

Os de fora podem conseguir enxergar a gravidade das suas limitações e fazer uma volta inteira e completa no seu caminho com entendimento e discernimento da Graça, quando ele é realmente acolhido pelos de dentro. 

Os segredos dos corações serão manifestos numa Comunidade, quando houver acolhimento e confiança, havendo função relacional e discipulado de vida na vida, não necessariamente onde existem análises e confrontos num ambiente apenas cognitivo de escola, ensino, sem a correspondente prática de vida na vida do outro. 

O objetivo dos que já estão dentro é ser mais inteligível possível, tratando dos segredos dos corações, numa linguagem culturalmente compreensível e simples, praticando aquilo que já aprendeu, "pensando grande, começando pequeno e sendo profundo". 

Dependendo das instruções e experiências, o momento da eucaristia chama a atenção dos de fora para perceberem a necessidade da cruz e ao mesmo tempo revitaliza os de dentro relembrando a grande eucaristia, quando todos estarão juntos com Ele naquele dia final.

Os sensíveis, os que sentem a Graça amadurecem. E os de fora continuam sendo desafiados pela Graça, sendo capazes de ensinar e liderar pelas suas próprias habilidades e autoconfiança. A Graça conduz ao comprometimento com Jesus e a habilidade de liderar com Ele sempre na frente. Ela conduz ao aprofundamento espiritual equilibrado e a oração. 

Discípulo na verdade ė a expressão daquele com quem mais pareceu, por ter passado mais tempo juntos. 

É o quarto de escuta que leva passar mais tempo juntos com Jesus e da mesma forma, acolhe o outro em discipulado. 

Os de dentro se juntam para celebrar, para comemorar e se alegrar com as ações geradas nos acolhimentos pela misericórdia e justiça naqueles que entenderam e aceitaram a Graça, porque viram falar da Graça e ouviram diretamente Dela. 

Esta é a missão do fiel, no que tiver fazendo e onde ele tiver em qualquer momento e em qualquer circunstância: servindo os de fora.



Edgard F Alves 

27.10.15

Sensível para acreditar e confiar

Confiar 
  Hoje, depois de algumas décadas, fica fácil analisar as oportunidades aproveitadas e perdidas, também o tempo gasto, os esforços e as tensões nas reuniões de gestão, consultorias, debates, palestras e viagens da vida profissional, podendo ter acreditado mais, descansado mais, se na época houvesse melhor entendimento e sensibilidade missional sob o efeito da Graça. 
Esforcei para acreditar na minha capacidade de organizar as idéias e escrever depois de ouvir bem a esposa, filhos e amigos, mas tendo de ler muito. 

A nossa educação coloca os outros desde cedo como referencia. 
Primeiro aprendemos a agradar nossos pais e professores. 
Depois os amigos, namorada, cônjuge, chefes e muitas vezes nos moldamos de acordo com a companhia que desfrutamos

Esta mania de querer agradar o outro altera a estima e a confiança pessoal, dificultando ser você mesmo entre tantos iguais. 

É comum e até costume, viver a santidade por motivos errados, dizendo não à tentação por influencias ou questões
pessoais, acabando derrotado e estagnado em seu crescimento espiritual, apesar de ser servidor, líder, mestre e bem frequente numa igreja. 
É impossível manter a intencionalidade missional sem sentir a Graça.

Alguns vivem com medo que Deus está olhando e vai "me pegar", ou que as pessoas acabarão descobrindo, ou vão me odiar no dia seguinte, ou vou parecer mau se fizer isto ou aquilo, desconsiderando que somente a Graça incondicional de Deus revelada por meio do Evangelho é que funciona, gerando paz e confiança. 

É preciso entender que a nossa natureza inicial foi constituída à semelhança, ou parecidos com o Criador de forma relacional e íntimos com a Trindade. 
Esta natureza, sendo bem conhecida, gera humildade e confiança, somente pela Graça e mais nada. 

Assim é possível acabar com a estagnação e insegurança ou tensões desnecessárias em todas as atividades e decisões. 
A compreensão desta natureza possibilita confiança, acreditando mais em você, incluindo os defeitos, bem como as qualidades, habilidades e valores de cada um, apesar da perda total que tivemos com o abandono da Trindade, mas bem salvos pelo plano do Criador, que de novo, abriu a Porta relacional com a Trindade, através de Jesus na Cruz somente pela Graça. 

A Graça trabalha de graça a nosso favor em tudo que pensamos, que decidimos e que propomos a fazer, em cada momento e oportunidade, gerando intenção missional e sabedoria adequada com alegria e leveza de forma até divertida. 

Deus não leva em conta os nossos erros e imperfeições do passado, presente ou futuro, mas abre a sua intimidade de companheiro nos adotando como filhos ao perceber a insuficiência, incapacidade e a nossa grande fragilidade quando estamos expostos aos de fora do Reino.

O principal suporte para sentir a Graça é o Quarto de Escuta diário e a vivencia em discipulamento sob "jugos" de amizades sinceras. Sem o Quarto de Escuta não existe intimidade e relacionamento com Jesus e consequentemente não aproveita da Graça para uma vida missional. 



Edgard F Alves 

18.9.15

O Dono da colheita não sonega

Colheita Perfeita 
Sonegação também é corrupção 

Sonegação é muito próximo da corrupção. Não tem transparência em nada que faz e pensa. O sonegador é enganador e falso. Ele sonega recursos financeiros, impostos e também informações ou instruções, num processo natural chamado ganha-perde.

Neste processo do ganha-perde tem muitos administradores, gestores de empresas, controllers que fazem o que deve e tinha de ser feito com muita competência e reconhecimento, mas deixando um rastro de sofrimento e sangue pelo caminho, numa péssima estratégia sem afagos.

Ainda tem gerentes fieis que trabalham no processo ganha-ganha, com vida e compromisso na Missão, disponíveis em tempo integral na família, na rua, no trabalho e na comunidade, deixando todos satisfeitos procurando entender e ser os melhores líderes num ambiente sem tensões, cheio de animação e alegria.

Aprendemos que o Mestre perfeito, imitável e com quem somos convidados a tornarmo-nos parecidos, por causa do seu objetivo, foco, caráter, constância, persistência e doação ao outro em amor incondicional, andou pelas ruas e bairros ensinando e anunciando as boas novas, tendo pena dos sofrimentos intensos da multidão.
Ele instruiu que não somos os trabalhadores os donos da colheita. Mas o próprio Deus é o dono e faz a colheita mandando mais trabalhadores disponíveis a serviço integral da Missão de trazer para dentro, os que estão fora do Reino.

A sonegação de informações retira o compartilhamento, comunhão e a mutualidade, tornando falsos os relacionamentos e sem respeito, gerando facilmente a corrupção.

Uma das grandes corrupções está na doação e contribuição honesta.
Perguntamos: Podemos doar quanto e para que
Mas antes, é preciso aprender a doar 100% para saber administrar bem, como bom "Mordomo" dos bens de Deus, o dono da colheita.
Devemos planejar em família as doações e ofertas, deixando espaço para momentos de generosidade espontânea. 

No NT não é dita a quantia exata que se deve doar. De certa forma isto é estranho. Tanto Jesus como Paulo tiveram amplas oportunidades para reforçar a mensagem do dizimo ou 10%. Paulo poderia ter adotado isto no seu ensino sobre doação financeira, mas com o silencio ele reforçou que a generosidade não pode ser quantificada. A maior parte do seu ensino foca na nossa atitude de oferecer e disponibilizar tudo que tem.
O Mestre em Mateus 23.23 declara que devemos praticar estas coisas sem esquecer daquelas. Trata-se de uma passagem sobre a gratidão, a atitude e transparência do coração, compreendendo as instruções do VT como bom guia pratico para apenas se “iniciar” por um coração doador de tudo que temos.



Edgard F Alves 

19.8.15

A grande corrupção da igreja

Lixo no PVA-UFV
Uma pequena análise da corrupção da Missiologia da igreja: 

Primeiro é sempre bom lembrar que a igreja é a própria Missão de Deus. É uma família comprometida moralmente com o amadurecimento espiritual. Ela é um lar que se mantém sempre ligada na fonte de água viva, como pedras vivas de uma edificação que mostra o fruto do seu serviço pelo amor e mutualidade como conseqüência da sustentação na Raiz de Davi. Ela não se preocupa em agradar a si mesma e nem de ser reconhecida pelos homens, trabalhando sempre de forma transparente com prestação de contas um ao outro, sendo verdadeiros Sacerdotes Santos. Ela é conhecida pelo que produz, porque faz diferente para fazer diferença gerando novos discípulos e fieis discipuladores irmãos de Jesus, conforme Jeremias 17.7-8. 

Segundo, pensar qual é a minha missão pessoal?  
A igreja sou eu mesmo e sendo a igreja a Missão de Deus, fica totalmente insubstituível, inalienável e administrável fora do seu contexto local ou por outras organizações a quem ela deve prestar contas com lealdade, por ser primeiramente o lar seguro para os que nela se identificam e se comprometem desejosos de servir o outro dentro de Deus, com sadias e bem fixadas raízes em Jesus. É envolver disponibilizando-se ao vizinho, colega, amigo e família para sempre responder as suas questões a favor do Reino inaugurado na Cruz.  
Este desejo com simplicidade agrada o coração de Deus e gera na igreja o sonho da eternidade, dando força para persistir sob a ação de Deus, suportando qualquer custo a favor do Reino. Sendo eu a igreja e carente como sou, "exige uma constante investigação na fonte da corrupção que é o coração". (Sayonara). 

Terceiro, onde está a corrupção?
A necessária organização da igreja local, historicamente supervisionada numa estrutura de governança centralizada, humanizou a comunhão e a missão da igreja, fortificando o conhecimento sem a prática e por outro lado, os "fieis" passaram a gostar e desejar que seus próprios pastores e líderes fossem uma espécie de deus, capazes de resolver tudo. 

Tais desvios geraram a corrupção na missiologia da igreja, como:
O entendimento da simples frequência nos templos, o crescimento e a multidão do “domingueiro”, a grande turma com aparente comunhão, a festa, o ativismo, o prestigio social do pastor, a riqueza ou alta posição social dos principais líderes, os programas na tv, radio e web, a carência pelo reconhecimento externo da liderança regional e nacional, o discurso às vezes copiado por falta de tempo, a intercessão no púlpito para "inglês" ver, o estudo bíblico ou a teologia acadêmica sem a pratica correspondente, a incoerência do discurso na vida íntima, as cobranças de doações e contribuições, o sentimentalismo com choro, a auto-confiança com a afirmação do "chamamento e unção" em nome de Deus, o sistema organizacional e de governança “quase perfeito", os templos, a construção magnífica com pedras importadas, a liturgia e o louvor infalíveis de alta qualidade de som, artistas e instrumentos sempre na frente, voltados para a platéia para agradar o publico, são fatores de corrupção usados por satanás para impedir a visão da correta Missiologia e o avanço da real igreja que adora exclusivamente Jesus o tempo todo. 

Esta corrupção sonega informações e tempo de qualidade na devoção pessoal do quarto de escuta diário se desprendendo facilmente e completamente da essência, do plano e do foco missional da igreja fixada na Raiz. Desta forma, ela deixa em segundo plano a família, filhos, amigos e o entorno, para dar conta das atividades empresariais intensas, e também dos envios a novos projetos, atividades e a outros países para preencher relatórios, sustentando a referida sonegação, tornando-se uma igreja missiologicamente corrupta e distante do Criador. 

Em quarto lugar, o que deve ser a igreja então?
Simples assim: A Missiologia da igreja deve ser essencialmente edificadora em princípios bíblicos de forma vivencial e prática, como num lar, numa família ardente de amor, num coração sem maldade, sempre agindo pela força da Graça regeneradora, caminhando como pedras vivas dentro da Glória da ressurreição de Jesus através da habitação do Espírito Santo. 

A missiologia da igreja não é de multidão, nem a favor da correnteza das águas, nem para a facilidade da riqueza humana. Mas tem clareza nas funções sem clericalismo, tem aprofundamento para a maturidade espiritual de intimidade relacional com o Criador e da maturidade para o serviço de uns aos outros em amor paciente, dentro do princípio do sacerdócio de todos os santos, porque não existe “leigo” na missiologia da igreja

A igreja sendo a própria Missão de Deus, não tem uma missão, mas ela é a Missão, ela é um ministério, um ministério de Deus para sacerdotes santos (homem e mulher), no trabalho, na igreja, em casa, na escola. Ela é a igreja dos 7 dias toda semana, durante 24 horas por dia, sempre de geração integrada, por facilitar para os pais dos recém nascidos e até 12 anos de idade, num programa de 3 pilares: a- ensino dos princípios bíblicos, b- repetidos pelos pais em casa e, c- repetidos em grupos familiares relacionais durante a semana de forma lúdica e participativa. 
Também facilitando continuamente e com inteligência, a formação e a capacitação de auxiliares e líderes discipuladores de “vida na vida” para os pré-adolescentes, adolescentes, jovens, casais e famílias inteiras, de forma intencional e relacional para servir o vizinho, o colega, o amigo e a família tornando cada casa uma igreja e cada membro um ministro e um missionário

(A foto acima nos leva a pensar na teologia acadêmica dos reformados que não se reformam. Consegui tirar esta foto ontem de um latão de lixo em frente ao PVA da UFV – igreja reformada, está sempre reformando)“



Edgard F Alves 

27.7.15

AeN Treinamentos descobre Passaporte falso

Falso ou verdadeiro? 
Qual é o seu passaporte?
A “AeN Treinamentos” prova que a lei não resolve. 

Outro dia minha filha, diretora da empresa, contou que um funcionário de uma empresa amiga, perdeu um braço cortado numa máquina.

Todas as empresas e seus funcionários sabem e reconhecem as normas reguladoras, as leis de segurança e outras legislações nacionais e internacionais de proteção à pessoa no trabalho.

Mas a lei não salva ninguém.
É preciso reconhecer o princípio da lei, fazer treinamentos, compreender, aceitando e praticando confiadamente as ordenanças e orientações recebidas com humildade.
É aprender a escolher livremente para fazer decisões emergentes da maneira correta.
Só assim o funcionário estará livre de acidentes fatais, que tencionam a família, a empresa e colegas de trabalho.

Minha esposa pede não conjugar o verbo ter. Tem de fazer.  
CSL diz que “amar o outro produz retorno com efeito positivo. Que Deus não é algo estático, mas dinâmico de uma atividade pulsante, uma vida quase que numa espécie de drama alegre e leve como uma dança”.

A pessoa de dentro de Deus sente a dignidade, tem comunhão, mostra-se segura e se ama, submetendo-se um ao outro. Ela aprende treinando a conviver com o nervosismo, com a ansiedade, com as variações sentimentais, com a natureza da “queda”, sem deixar que isto defina suas ações, escolhas e pensamentos.

Cada pessoa ligada de fato na sua origem divina, que tem intimidade com o Criador pela cruz, abriga os outros dentro do seu ser, num constante movimento de abertura e aceitação, porque a vida interior de Deus transborda em consideração ao outro. 

Glorifica-se algo quando o considera belo por aquilo que ele é em si mesmo. 
Jesus chama pessoas a segui-Lo. Não se pode ter um relacionamento com Jesus a menos que se ouça e entenda o convite manso e suave que Ele faz ao homem de forma pessoal e intransferível.

Esta aceitação direciona as próprias escolhas e decisões tornando tudo, como na família e na profissão, em todos os lugares e momentos, como Ministério a serviço da Missão do Pai, sendo Seu embaixador e sacerdote real, portador do passaporte de filho e herdeiro do reino dos céus.  

O Evangelho é a boa nova. Boa nova é o anúncio de que não precisa mais nada próprio para resgatar o acesso a Deus. O Evangelho não é conselho, nem uma lei para ser cumprida em troca de alguma coisa, mas de fato é o anúncio que revela a possibilidade de compreender e praticar a Graça, experimentando a Glória transferida na ressurreição de Jesus ao homem como habitação do Espírito Santo. 

Nada tem a ver com seguir conselhos. Mas sim com o fato de ser chamado para seguir o Rei, imitá-Lo e ser parecido com Ele como irmão mais velho e fiel ao Pai.

A beleza da Graça constrange a adorar o Criador e ter a imaginação capturada por aquilo que vale a pena. Sonhar com o céu, é enxergar no rosto de Deus um pai carinhoso, compreensivo, que tem vontade curar e dar colo aconchegante aos filhos.    

Lembrando de uma boa música clássica de Mozart por exemplo. Do violino e outros instrumentos bem tocados. Quando vê uma pessoa assim, queremos servi-lo incondicionalmente. Não como meio para um determinado fim ou tirando alguma vantagem. Mas como a Trindade que está centrada um no outro, tornando o Criador profunda e infinitamente feliz, por glorificarem uns aos outros em amor. 

Se encontrarmos alguém adorável, alguém por quem faria qualquer coisa e descobre que esta pessoa faria o mesmo por você. Isto traz felicidade e segurança. É algo sublime. É isto que Deus desfruta por toda eternidade na Trindade, escolhendo compartilhar com a humanidade no seu dia-a-dia, uma vez que somos apenas peregrinos, não pertencentes a este mundo que tenta nos educar naquilo que não somos, pois não consegue reconhecer o passaporte verdadeiro. 



Edgard F Alves