15.4.26

BARREIRAS RELACIONAIS

 DIFICULDADES DE ACOLHER E 

ACEITAR O DIFERENTE 

Jovens são fortes, por conhecer e ter comunhão íntima com o Pai, vencendo o maligno. – 1Jo 2.14. 

Evitar olhar os valores e costumes do mundo, deixando de querer tudo pra sí mesmo, fica garantido na eternidade - 1Jo 2.15. Convivência relacional, amizades profundas e de apoio comunitário, numa boa comunhão uns com os outros, é a essência pela vida neste mundo, entendendo que nada nasce ou surge espontaneamente, mas sempre é tudo construído com esforço de todos.

O livro de James Hunter: “De volta ao mosteiro”, apresenta 30 barreiras importantes para o esforço da construção relacional no trabalho e envolvimentos relacionais maduros. 

Fácil examinar, ver e sentir com clareza, quais as barreiras ou dificuldades pessoais, pela lista de habilidades expostas no livro:

1.     1- Dificuldade de ser autêntico com os outros.

2.     2- Uso de ‘máscaras’ – convicção de que ‘está tudo bem’.

3.     3- Necessidade de ter todas as respostas.

4.     4- Postura dominadora nas discussões.

5.     5- Excesso de controle / microgerenciamento.

6.     6- Interrupção da fala alheia.

7.    7-  Baixa capacidade de ouvir.

8.     8- Adoção de ideias e expectativas preconcebidas.

9.     9- Preconceitos – visão estereotipada das outras pessoas.

10. 10- Inacessibilidade.

11. 11- Incapacidade de lidar com críticas.

12. 12- Descontrole emocional, oscilação de humor.

13. 13- Imprevisibilidade, inconsistência.

14. 14- Falta de paciência e autocontrole.

15. 15- Constrangimento de outras pessoas em púbico.

16. 16- Maledicência (falar mal de terceiros pelas costas).

17. 17- “Formação de panelinhas” (alianças destrutivas).

18. 18- Desonestidade, falsidade, não ser confiável.

19. 19- Falta de abertura e franqueza com os outros – segundas intenções, meias verdades, etc.

20. 20- Descompromisso – não assumir responsabilidades.

21. 21- Falta de respeito com os outros – não reconhecer os direitos alheios.

22. 22- Falta de valorização dos outros – não dar às pessoas a devida importância.

23. 23- Falta de incentivo aos outros.

24. 24- Não reconhecimento do mérito alheio.

25. 25- Não verbalização de opiniões contrárias.

26. 26- Necessidade de ser querido por todos – busca contínua de aprovação alheia.

27. 27- Evitação de conflitos / confrontos.

28. 28- Autoexclusão (Emocional / física) do grupo.

29. 29- Desrespeito à confidencialidade do grupo / dos outros.

30. 30- Incapacidade de perdoar – postura ressentida / rancorosa. 

Algumas barreiras pessoais atrapalham a convivência relacional, impedindo o crescimento e o desenvolvimento comunitário produtivo, sentindo por dentro no coração e mente. 

Edgard F Alves  

20.3.26

CONHECER e ESCUTAR QUEM ?

ENTENDER O OUTRO É PRÁTICA DA ESCUTA

Se não houver conhecimento e acordo, não existe caminhada juntos e sozinho não é comunhão.

 

Olhando, vendo, sentindo, escutando e acolhendo o outro, diz em João 1.39: “Venham e Vejam vocês mesmos”.

Conhecer, aprender e ouvir não é tudo. Escutar é mais profundo que ouvir. É preciso praticar, executar, explorar e aplicar na vivência do dia a dia, em comunhão crescente e permanente, numa experiência pessoal contínua. 

Comunhão significa caminhar junto na jornada da vida, em mútuo acordo, tendo prazer de estar juntos.

Relacionamento não é estudo técnico ou aprendizado teórico, evasivo, didático, mas dinâmico, persistente, acolhedor, sincero, íntimo, aberto e honesto, ouvindo, sentindo, conhecendo e compreendendo o outro. 

Quem sofre agressão ou afronta de um amigo ou outro qualquer, é que deve se preparar para procurar e se abrir, dizendo o que sentiu diretamente com o seu agressor, para ele poder escutar e entender o que ele fez, se desculpando pelo ato. 

Saber, conhecer, falar e não praticar é pura mentira. O processo é dinâmico e na experiência e prática diária e contínua.

É sempre no entorno da mesa, como família, que se caminha para a prática da intimidade relacional, da comunhão saudável, real e frutífera. 

Como habitação, de dentro do coração e mente pelo Espírito, que ficou na terra por Jesus, podemos sentir e escutar bem, a orientação e direção correta com intimidade e comunhão, servindo sempre uns aos outros em relacionamentos produtivos e saudáveis, acolhendo, sentindo e acompanhando presencialmente, não nos ‘zaps’ ou mídias digitais ou por falas teóricas, mas sim, na prática relacional, presencial, profunda e contínua. 

Não somos deste mundo complicado, mas fomos criados na semelhança muito especial, estando temporariamente neste mundo, vivendo no exemplo e modelo de Jesus, aguardando o resgate completo da semelhança criada, quando chegar o governo de Jesus no novo Reino, que foi instalado na terra e que será perfeito e completo na sua volta. 

A essência fundamental, é para ensinar e discipular pessoalmente, alcançando outros pela boa prática de vida na vida, copiando e imitando como Jesus faria hoje ( OQJF ), em cada dia, em cada momento ou situação.

Pregar ou em público, sem sempre mostra Jesus às pessoas, mas é estar disponível por uma nova vida no Seu Reino, ensinando como exemplo e discipulando o amigo. 

Boas práticas para uma ‘vida na vida’, é oferecer, convidar, discipular com hospitalidade, abrindo a casa e colocando no entorno da mesa, o ritmo relacional de intimidade.

A vida é a iniciativa alegre e leve, acompanhada por Deus, em cada pessoa que deseja e escolhe a comunhão, com intimidade prazerosa, praticando sempre o que aprende a cada dia, vivendo escutando e sentindo o Espírito orientador e intercessor, sem egoísmos e sem se colocar no altar superior, ou isolado sem convivência e sem a solitude diária, no quarto de escuta ao começar cada dia. 

Edgard F Alves 

24.2.26

ALEGRIA e FESTAS

ALEGRIA NÃO É SÓ TEMPORÁRIA EM FESTAS OU TIPO DO BOM CARNAVAL.   

Só se vê bem com o coração. Relembrando citações, não vale a pena viver sozinho. Versículos que nos lebram que a verdadeira e profunda alegria vem do relacionamento, amizade e intimidade com Deus. 


- Fp 4.4: Alegrem-se sempre no Senhor. Sl 16.11: Na Tua presença há plenitude de alegria. Nm 8.10: Não fiquem tristes, pois a alegria do Senhor é a sua força. 1Ts 5.16: Alegrem-se sempre, orem constantemente. Sl 126.3: Grandes coisas fez o Senhor, por isso, estamos alegres. Rm 14.17: O Reino de Deus não consiste em comida e bebida, mas em justiça, paz e Alegria. Sl 100.2: Serví ao Senhor com alegria e apresentai-vos a ele com cânticos. 

Transcrevendo pensamento de Adam Smith, na leitura do livro: Uma Simples Revolução - Trabalho, Ócio, e Criatividade, de Domenico De Masi, podemos ler e aprender o seguinte: 

Copiando - ““ Não há nada que dê mais prazer do que observar em outras pessoas, uma participação em todas as emoções do nosso coração. As nossas ações são determinadas não só pelo egoísmo, pelo altruísmo e pela benevolência, mas também pela simpatia que nos leva a nos imaginarmos nas condições alheias e nos identificarmos com os sentimentos alheios. 

Tudo que uma sociedade produz é fruto de uma divisão do trabalho, que nasce espontaneamente de uma propensão natural humana. Se todos executarem as mesmas funções e o mesmo trabalho, não existiria as grandes diferenças de atividades e de talentos. 

O açougueiro, o padeiro e o cervejeiro se abstém de doar generosamente a sua mercadoria a quem tem fome, por outro lado, reconhece que eles vendem as suas mercadorias não só para ganhar por egoísmo, mas também para satisfazer os desejos dos fregueses e obter deles apreço, simpatia e conceito social. 

A roupa de lã que veste os trabalhadores do dia, por mais espessa e rude que possa parecer, é o produto do trabalho conjunto de uma multidão de operários. A cooperação é parte integrante da natureza humana. 

O ideal comunitário, comUnidade, baseia-se na supremacia da convivência relacional, do talento desinteressado, da colaboração organizada. Nossas ações viverão silenciosamente para sempre, na posição em que é possível trabalhar melhor pela humanidade, sem experimentar uma ALEGRIA mesquinha, limitada e egoísta. 

As culturas orientais, são centradas na jornada interior, educando desde pequenos pelo exercício da introspecção. A introspecção está baseada no silêncio e solitude cultivando a meditação. 

Já no ocidente, se cultiva a distração, estando desde cedo imersos nas vozes, formas, objetos, sons, rumores, cores, luxo, ostentação, sendo raros o tempo, silêncio, espaço, segurança e ambiente não poluído. Tempo, espaço e silêncio convergem para a solitude, como única condição que nos permite refletir e adentrar o doce mistério da ALEGRIA e serenidade consciente. 

O sábio equilíbrio do silêncio, inteligência, reflexão e criatividade é a bem aventurança ou ALEGRIA do corpo e do espírito. A solitude quando imposta torna-se tortura, quando é escolhida de propósito, torna-se a mais suave das condições. É o diálogo comigo mesmo. 

O oposto é a burocracia, como a vida do subordinado, do chefe ou diretor, que todo dia acorda na mesma hora, chega e encontra os mesmos colegas, que contam as mesmas coisas ou anedotas e se submetem as mesmas condições fúteis e obvias, sem voar alto, sem colaboração, sem sonhar, sempre repetindo tudo anos a anos, a mesma liturgia, que se chama de carreira, numa vida transformada em rito, que é uma morte antecipada, na quietude da aposentadoria. 

Vida ALEGRE e bela é a que se renova sempre, com risco, criatividade, imprevistos e reflexão.  “”. 

É persistir com obediência, esperando a eternidade no novo Reino, estando neste mundo sem ser dele, agindo subversivamente no trabalho intenso a favor e apenas por Jesus, regenerado pelo Espírito que habita dentro de cada um, como um templo. 

Edgard F Alves

 

10.1.26

TEMPO É VIDA

TUDO TEM O SEU TEMPO

O essencial (ou espiritualidade) é invisível aos olhos. Só se vê bem com o coração. Uma coisa que não vale a pena é viver sozinho.  - Sem a conexão espiritual é tudo correr atrás do vento. Tudo tem o seu tempo. As pessoas não são melhores que os animais - Ec 3.18. 

    Viver sozinho, é viver sem família, sem amigos, sem conexões prazerosas, sem apoio e sem apoiar, num intenso trabalho para obter riquezas, que é pura ilusão, sem aproveitar as coisas boas da vida, Ec 4.8. 

    Nada é melhor, que a gente com gente, tendo prazer no trabalho, aproveitando as coisas boas da vida, Ec 3.22. Não é para obter riquezas, prestígio ou reconhecimento com domínio sobre as pessoas, Ec 4.8. É trabalhar no princípio da comunhão, sentir e servir o outro, ligado na essência da espiritualidade com Jesus apenas. 

    Ec 3 diz: -Tem o tempo de nascer e de morrer, de odiar e de amar, de guerra e de paz, de plantar e de colher, de derrubar e de construir, de ficar triste e de ficar alegre, de chorar e de dançar, de espalhar pedras e de ajuntar pedras, de abraçar e de afastar, de procurar e de perder, de economizar e de desperdiçar, de rasgar e de remendar, de calar e de falar. 

    Prazeres e machucados, é que vão nos tornando reais com o passar do tempo. Uma nova vida depende inteiramente de outra pessoa. 

    Sem exceção, todos nós fomos chamados, ligados e relacionados com a nossa missão de vida. Toda pessoa tem um chamado, para nos tirar de algum lugar para outro lugar, para que saibamos de onde sair e para onde ir, aceitando a intimidade relacional em plena comunhão, acolhimento e mutualidade, na essência com Jesus e servindo o outro, por reconhecer a graça do perdão. 

    É no mundo onde estamos, que se vive a missão e não na igreja, torres, templos ou placas religiosas. Um pequeno grupo relacional é uma igreja, onde se ouve e é ouvido criando a comunidade. 

    Saber sobre Jesus e teologia, não é o mesmo que conhecer Jesus. É no silêncio e na solitude do quarto de escuta secreto, que somos sondados e examinados no fundo da alma. A cultura moderna é do princípio narcisista, individualista e consumista. 

    Encontros se caracterizam pela simplicidade, programa informal e convivências intensas, no entorno da mesa, priorizando o ouvir, escutar, mexendo com a alma e coração no ritmo da vida. Espiritualidade é inteira e integral, nascendo algo bom na roda de conversas. 

    É preciso manter o coração aberto, na escuta, na solitude e na meditação, ficando seguro e longe, do domínio exercido por satanás e seus anjos neste mundo, que ainda continua desejando destruir o Reino, mas que será integralmente completado na volta de Jesus. 

    Assim como a luz é melhor que a escuridão, a sabedoria é melhor que a tolice. Os tolos andam na escuridão e todos morremos, tanto os sábios como os tolos. Ec 2.13-16. 

    Reflexão, meditação e o silêncio nos ajudam aprender ouvir e sentir, usando o lado direito do cérebro, para alcançar o coração. Ouvir é a mais profunda expressão do amor. Intimidade com o Pai é um mistério, em descobertas que acontece no cotidiano. Construir relacionamentos é um passo rumo ao desconhecido. A ceara está pronta para colheita, sem precisar adiar para amanhã ou depois, é começar agora, sem procrastinação ou adiamentos. 

      Resumo de leituras: “Livro de Eclesiastes”. Edit ULTIMATO: “Revista 416”, “O cultivo da vida cristã- meditação 1ª João”, “Meditações diárias- Caminho do Coração”. Edit MC: “Formação Espiritual- Um caminho da fé, vida e missão”. Edit Reflexão “Uma jornada de oração- Na vida de Abraão”. LBC-Inst Bras Cultura: “O pequeno príncipe”. “Revista Vida Simples 286”. 


Edgard F Alves. 

8.12.25

PARCERIA COM O ESPÍRITO

O ESPÍRITO ATUA POR MEIO DOS RELACIONAMENTOS.  

GRATIDÃO. Encher e sentir o Espírito é ser grato. 


Para meditar e refletir, segue alguns pontos: 

 

    Bondade – É zelo pela retidão, pelo amor fraternal, palavras de amor facilitando a retirada do irmão do erro. 

    Amor fraternal – É a honra de uns aos outros, sem desconsiderar os pobres, marginalizados econômico e social. 

    Generosidade – Derrama em comunidade os irmãos carentes, acolhendo e amparando todos. O ponto central da justiça final. Mt 25.40. 

    Amor abrangente – Abraçar todos, mas sabendo o que ele pensa, sem interesses, mas com a natural experiência, com todos juntos. 

    Natureza pecaminosa – Desejos malignos. Somente quem ama é que se sujeita ao outro. Pelo poder da Graça do Espírito, é que se guerreia e controla matando a natureza antiga, vivendo bem e amando mais. O maligno trabalha com força e domínio, para separar do acolhimento e do amparo, desviando todos da grande comissão ou da missão, que é seu maior inimigo, permitindo púlpitos e dinheiro. 

    Identidade – Servir como indicador de Jesus, formando discípulos. Sete (7) homens escolhidos que desfrutam do Espírito – At 6.3. Compartilhar, comunicar, relacionar em comunhão para que haja igualdade ao nosso redor. O sinal do Espírito na gente, com gente, é o relacionamento saudável, amplo e irrestrito em amor. 

    Atos praticados – São verdadeiramente com Jesus, vivenciando o amor fraternal. Não é a cultura narcisista, consumista, individualista ou técnica científica, que determina as nossas relações com Jesus. É relacionar na intimidade e com temor em amor com Jesus, em gratidão pela Graça que é de graça, que alcança a todos em amor. É gente com gente. 

    Gratidão – É o que une todas as diferenças. Imaginando um grupo bem diverso, pessoas de idades maiores, origens e opiniões diferentes. Se cada um compartilhar pelo que é grato, o ambiente muda, sem destacar divergências e todos se conectam, pelo reconhecimento do que há de bom, criando um espaço seguro, onde elas podem coexistir, numa linguagem compreensiva. 


Edgard F Alves

 

17.11.25

MUDAR - MUDANÇA

NÃO É CRITICAR OU ADERIR ÀS MODAS. É NÃO FICAR PARADO. 

Mc 10.43 orienta que servir o outro é o caminho legítimo para liderança. 

Eugenio Mussak diz no seu livro, que somos influenciados por uma espécie de comando invisível, que modela pensamentos e cria padrões comportamentais sutis. “Vida Simples – Editora Abril - 2014”. 

Charles Swindoll diz no seu livro, que a autoestima não é o mesmo que egoísmo. Se não tivermos um forte senso de confiança no que somos, é prejuízo para a vida. Não podemos confundir imagem própria com a humildade, ou a marca de servo, se não tivermos a confiança crescente, pela presença real do Espírito em nós, que auxilia e intercede, logo nos tornamos frágeis, facilmente vulneráveis e contraproducentes. “Eu um servo? Você está brincando – Editora Betânia - 1983”. 

Stephen Cooper diz no seu livro, que viver do seu próprio modo, se distancia cada vez mais do Espírito e essa prodigalidade humana, faz parte da nossa condição natural, nos afastamos da única fonte verdadeira de sustento. Não criamos a nós mesmos e nem os contextos e as possibilidades de nossas ações, e o agir como se não houvesse limites, ficando tentado a brincar de ser um deus. O mal surge no nível das criaturas, pelo que Deus não pode ser culpado, e que pela sua bondade espiritual, cria seres capazes de mudanças, que é o significado de ser parte da criação, sendo uma exigência tanto do autoconhecimento quanto do conhecimento de Deus. “Agostinho para todos – Editora Ultimato – 2019”. 

Debora Costa diz no seu livro, que o verdadeiro sentido da vida, deve ser descoberto no mundo e não dentro da pessoa humana ou de sua psique, como se fosse um sistema fechado. Quando já não somos capazes de mudar um situação, somos desafiados a mudar nós próprios, que se refere a vontade do sentido, como um esquadrinhamento perseverante do ser humano, por um sentido em sua própria vida. A consciência e a responsabilidade peregrinam juntas, cercadas pela liberdade. “Bíblia & Psique – Editora Ultimato – 2025”. 

O discípulo real de Jesus, é o que continua na caminhada fazendo novos discípulos, em contemplação, devoção, reflexão, meditação, cumprindo o chamado missionário, indo e onde estiver, acolhendo, quer seja em casa, na rua, no trabalho ou em qualquer lugar, em qualquer atividade, influenciando para que todos sintam e vejam Jesus nas ações, comportamentos, alegria, ética, com disponibilidade no servir, trabalhando apenas para Jesus, disposto a sempre mudar. 

A vontade do sentido da própria vida é o servir, sem qualquer discriminação ou isolamento, uma vez que todos nós sem exceção, somos contagiados pela enfermidade de Adão e Eva, que fez atrapalhar e dificultar, reforçando o egoísmo e o orgulho natural, que também impede de lembrarmos e assumirmos o mesmo modo, ensinado pelo exemplo de vivência dos 33 anos de Jesus como 100% homem e 100% Deus, quando Ele disse que o verdadeiro líder, é somente aquele que olha, sente e serve o outro, sem priorizar a sí mesmo, compartilhando e promovendo mudanças. 

Edgard F Alves

16.10.25

ALTRUÍSMO

É O CONTRÁRIO E DIFERENTE DO EGOISMO 

Mt 22 cita que se deve amar o amigo como se ama a sí mesmo. 

   Com a ideia e a proposta de Lúcifer, nasceu a forte tendência natural contra o aspecto comunitário, social, relacional, amizade, cooperação, trabalho produtivo e sustentável, criando uma cultura individualista de domínio e superioridade. 

   A intervenção contra Lúcifer, permitiu que toda humanidade cheia de orgulho e egoísmo, retornasse ao relacionamento com ampla maturidade, em total liberdade de escolher e voltar ao Reino e Sua Justiça, sem nenhum pagamento, vantagens, recompensas, sacrifícios ou ações de atrofiadas por barganhas. 

Tudo totalmente de graça, através da presença real do homem Filho, Jesus, que por 33 anos, ensinou o que é amar o outro, servir, acolher, trabalhar e apoiar, podendo ser imitado e copiado com sua vida de total maturidade, como o maior Altruísta da história. 

Altruísmo é o modelo e exemplo máximo de Jesus. Altruísmo significa ajudar alguém em dificuldade sem nenhuma recompensa ou troca, ter compaixão por uma sociedade mais justa, doando tempo com empatia, solidariedade e capacidade de se colocar no lugar do outro, com equilíbrio pessoal e maturidade. 

A maturidade se revela pela obediência, num alto nível de espiritualidade na vida, dia a dia ouvindo e sentindo a presença intercessora e orientadora do Espírito, que permanece dentro de cada um que escolheu aprender, ensinado pelo que Jesus fez, num processo de acolhimento, intimidade, oração, meditação, contemplação e comunhão em amor ao outro. 

Todas as orações são bem atendidas com o coração ligado no Espírito, tendo sempre retorno e resposta de tudo que é pedido, se no fundo tem como resultado ou objetivo final, focado na essência pelo Reino e Sua Justiça, com maturidade na instrução do Espírito, que alimenta cada um diariamente, livrando todos de todo mal, mas ficando sem resposta ou retornos, os pedidos e intercessões, quando feitos pelos naturais interesses egoístas. 

A justiça é o projeto do Reino de resgate pela Graça, que é de graça, sob o completo reinado a partir do dia da volta do Filho Jesus, quando tudo será recuperado. Não existe nada possível de se fazer pessoalmente ou em organizações, missões ou em grupos religiosos institucionais, que consiga melhorar o projeto de resgate instalado. 

Indo, enquanto vai, seguir ensinando e formando discípulos, é a missão de cada filho adotivo em Jesus, num tipo de ‘jesuszinho’, que espiritualmente fica bem focado em tudo que se faz e em todo momento, na essência do Reino, quer seja com a família, amigos, estudos, lazer, viagens, pesquisas e no trabalho profissional comum, sendo sacerdote missionário esperançoso, até a conclusão do grande Projeto “Venha o Teu Reino”. 

É orar sendo Altruísta na terra como Jesus, tendo alimento espiritual diário, o pão de cada dia, para livrar-nos de todo mal. Orar não é num camarote ou numa peça teatral, mas numa intimidade de comunhão reflexiva, em conexão entre o que fazemos e o que o Pai faz. Não se pode pedir perdão, sem perdoar os outros e amor sem amar o inimigo, pois a Sua glória será para sempre, unindo tudo que existe na terra, como nos céus. 

Edgard F Alves 


16.9.25

EQUILÍBRIO DA PROSPERIDADE

CULTIVAR E FAZER CRESCER O QUE É MAIS IMPORTANTE NA VIDA

I-Co 2 diz que nenhum dos poderes que governam no mundo conheceu a sabedoria. 

A sabedoria humana não é inteligência, pois não consegue nada sem se encher ou transbordar, com a prosperidade crescente do Espírito Santo. 

Cada pessoa ficou como numa casa, habitação ou templo do Espírito, logo que Jesus ressuscitou e subiu para o Pai. Prosperidade real, é essencialmente encher-se e contar com Espírito em todos os momentos da vida. 

O objetivo de Jesus, foi para preparar lugar e por isto, continua trabalhando até agora, por um novo mundo, nova natureza ou novas terras, para habitação permanente, em vida plena, infinita, eterna, sem mortes, sem doenças, a partir da sua volta, quando os nossos corpos, alma e espírito, ficarão transfigurados, refeitos e semelhantes ao de Jesus na sua ressurreição (Fp 3.21). 

A iminência da morte é o primeiro passo no aprendizado de como viver (J.Packer). Toda crise da meia idade é uma crise espiritual, quando somos chamados a morrer para o eu, ego, fruto da primeira metade da vida, liberando um novo viver que existe começando por dentro (Jung).

Contar os nossos dias, significa ver cada dia como um dom, e ainda investir nós mesmos e os nossos talentos, em um mundo sem fim, eterno, e não num tempo que nos foi emprestado, mas num tempo que nos foi confiado, sem carregar os fardos e ansiedade do amanhã (Mt 6.25-34). 

O maior inimigo da saúde mental ainda é o preconceito, exigindo se adotar práticas diárias, que promovam sentir as instruções do Espírito, atuando em conexões sociais saudáveis, família, conversas, escutas, amizades, acolhendo as polaridades, momentos de meditação e reflexão, reconhecendo os limites e identificando os sinais de alertas, com medidas proativas para cuidar da mente, buscando sabedoria em atitudes essenciais de quem se respeita. 

Fazer amigos na vida adulta é mais complexo. Amizades de infância e juventude resistem, se transformam, mudam ou cedem lugar a novas relações. Ter com quem contar e para quem se doar, é importante para a saúde mental e até para longevidade (Revista Vida Simples 281). 


Edgard F Alves 

15.8.25

COMO O CORPO É HABITAÇÃO?

É O CORPO COMO CASA, LOCAL OU TEMPLO DO ESPÍRITO. 

I-Co 6.19 diz: o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo que habita em vocês.   

Jesus sendo questionado pelos Judeus, eles Lhe perguntaram: Quem é Você para destruir um templo que gastou 46 anos para ser construído e dizer que o reconstruirá em 3 dias?


Só mais tarde, é que perceberam que Jesus estava falando do Seu próprio corpo e da Sua ressurreição em 3 dias.

Com a ressurreição e a descida do Espirito, o nosso corpo assumiu as funções do templo antigo, numa casa de Deus, concentrando a atenção na real presença em conexão com Jesus, agindo no meio dos que crerem, tornando assim, todos sacerdotes e sacerdotisas comunitárias relacionais, para o trabalho missional indo ou onde estiverem.

Desta forma, os trabalhadores e profissionais na missão, visitavam diariamente unânimes, partindo o pão de casa em casa, tomando as refeições com alegria e singeleza de coração, em volta das mesas, atuando neste mundo perdido, de forma subversiva.

Distribuíam as suas produções com os outros, na medida da necessidade de cada um, num comunismo que ganha a simpatia e a afetiva amizade com todo povo, e Deus pelo Espírito é quem age, orienta e convence, habitando em cada um com Jesus, acrescentando os novos de coração. (At 2.42-47).

É lembrar sempre que o nosso corpo é o próprio santuário do Espírito, que está em cada um, para o pleno exercício do trabalho missional, nada por interesse pessoal ou vaidade, não por sí mesmo, por sua própria conta, pela formação ou condição especial, mas com e por Jesus apenas, que diz: Quem serve o outro, serve é a Mim diretamente. (Mt 25.40).

O corpo conectado com a mente e coração, é o lugar onde o Espírito age, atua, dirige, orienta, transforma e usa para que o outro vendo, se convença, entendendo, observando e escutando o Espírito sem parar, servindo com amplo envolvimento missional direto, e constante em tudo e em todo lugar, indo ou enquanto vai, acolhendo com as próprias limitações as necessidades de cada um, em comunhão e compartilhamentos, numa comunidade relacional para a vida com sentido.

 

Edgard F Alves

 

17.7.25

DIÁLOGO É OUVIR e ESCUTAR

ESCUTAR É IR e SINTONIZAR CONSIGO MESMO e NÃO É SÓ OUVIR 

João 3.8 afirma que o vento sopra pra lá e pra cá, sem podermos identificar para onde ele vai. 

Da mesma forma, não somos só corpo, mas guiados pelo Espírito, se levanta, sai e age positivamente, disposto a mudar com atitudes na vida, ao que é ensinado no exemplo de Jesus.  

A missão numa mudança de cidade ou país, não é necessariamente para cuidar, servir ou promover ministérios, projetos ou alterações no novo local, mas pode ser para sintonizar consigo mesmo, como aconteceu com Jonas em Nínive, onde ele precisava de ser curado, escutando o Espírito, e não era Nínive que precisava dele. 

Paulo foi alcançado quando estava a caminho de Damasco, depois preso em Roma, quando esqueceu o passado, amadureceu, avançou e progrediu, entendendo o chamado de Jesus, em casa, na rua, no seu próprio trabalho, nos eventos ou o que estiver fazendo e onde estiver, adquirindo ricas experiências relacionais, acumulando convicções inabaláveis, agarrando o alvo com as duas mãos, sem parar no meio do caminho - (@Ultimato, revista 414, pg 3, Julho-25)

João 8.44 afirma que nossa herança pelo nascimento, é por sermos filhos do mentiroso diabo, mas que em Jesus, Deus nos retira deste lado mal, nos ensinando o bem da vida relacional, como íntimos irmãos de Jesus, nos tornando filhos do Pai criador, pela sua semelhança, aproveitando bem da terra que está interagindo no céu. 

Jesus viveu na terra como homem, para abrir novos caminhos e nos ensinar, andou muito por vários locais e arredores, como o mar da Galileia, Monte das Oliveiras, Judeia, Belém, Jerusalém, Nazaré, Cafarnaum, Betânia, Jericó, Tiro, Sidom, Rio Jordão e arredores, quando num sábado, Ele olhou e viu no caminho uma grande festa, numa multidão de pessoas, que tinha um homem num canto, deitado há 38 anos, e lhe disse: quer ser curado? Então levanta, vai e segue por uma mudança de vida - (João 5.1-10)

Jesus não sustenta um personagem para se relacionar com as pessoas, mas dialoga e faz perguntas, de forma autêntica em sintonia consigo mesmo, dotado de um potencial divino, para o crescimento e transformação, visando uma vida em abundância, plena e realizada, em conformidade com os planos de Deus para cada ser humano - (João 10.10)

“Uma pessoa que é amada compreensivamente, e não possessivamente desabrocha e desenvolve seu ‘eu’ próprio e único” – (Carl Rogers, livro Bíblia e Psique, pg 145, @Ultimato)

Semana passada, visitando Joinville-SC, passamos por uma loja com o nome “Alecrim Dourado”, quando me lembrei da música infantil e de ter lido certa vez, que Alecrim nasce sem ajuda ou sem ser semeado, passando a idéia de rotular alguém, de ser especial demais, único e superior aos outros, que desvia do ambiente relacional e da qualidade de escutar o outro com efetiva e afetiva comunicação.).  ( https://www.letras.mus.br/temas-infantis/1105224/ ). 

Edgard F Alves