19.8.26

GUERRAS – O PROBLEMA DO MAL

Quem exerce o poder não aceita oposição.

Até se completar o Reino na volta de Jesus, o mundo não será mudado nas suas condutas pelos pastores ou missionários enviados, mas sim pelos Discípulos que assumem com confiança, no seu dia a dia na família e em qualquer lugar.  

Muitos aceitam Jesus e saem de satanás, mas não crescem na espiritualidade meditativa, na escuta do Espírito Santo zelando pela Missão, quando entra maior tentação, alterando e dominando o ambiente, quando a natureza humana carnal, em luta com espíritos maus, apodrece facilmente indo para outros deuses próprios. – Ler Mt 12.43 quando Jesus diz: ” Quando um espírito sai de um homem, passa por lugares áridos e acaba voltando para a casa de onde saiu e encontrando a casa desocupada e livre, traz consigo mais sete espíritos piores do que ele, no final tudo fica pior que o primeiro e assim acontecerá com a geração perversa ”.  

Quanto mais se afasta da escuta e do ensino do Espírito, pior o mundo fica. Temos a forte tendência natural e comum para o lado ruim, além da pressão externa e traidora de satanás, que vive perseguindo e tentando trair os que estão com Jesus. 

A guerra está em todo canto e em toda pessoa, entre os dois lados humanos em todo lugar, famílias, organizações, igrejas, países, gerando mortes, discriminação, poderios e polarizações. Quanto mais a humanidade fica aparente, pensando estar com Deus sem intimidade com Ele, tudo fica pior. 

Enquanto tudo isto acontece no mundo, ficamos aqui em preparo intenso, numa espiritualidade crescente imitando as ações de Jesus, até que seremos no final, no dia da Sua volta, apreciados e julgados por Jesus, pelas nossas práticas e intensões, entrando no novo no Reino sem nunca mais morrer. 

Deus não é autor do mal, nem deseja sofrimentos e tragédias humanas, são as forças das trevas que abandonam Deus desde a tentação no Éden, como se Deus fosse um tirano que proibia comer do fruto da arvore da vida. 

Não se trata de um Deus ditatorial, todo poderoso e violento, mas de um poder que concede liberdade para escolher e optar, se identificando com a tragédia humana e habitando dentro de cada um de nós, permanecendo presente em todo sofrimento humano, enviando o Cordeiro, que foi vitorioso não por força ou violência, mas em pleno amor e capacidade de entrega, vencendo contra o Leão que é satanás. 

A Cruz ficou como o limite desta luta, a quem morre para sí mesmo, tomando a sua cruz, consegue vencer e distanciar de satanás, permanecendo na orientação do Espírito Santo, que ficou presente após Jesus subir ao Pai, onde sempre nos defende, sendo a nossa Missão mostrar esta realidade. 

Edgard F Alves