ALEGRIA NÃO É SÓ TEMPORÁRIA EM FESTAS OU TIPO DO BOM CARNAVAL.
Só se vê bem com o coração. Relembrando citações, não vale a pena viver sozinho. Versículos que nos lebram que a verdadeira e profunda alegria vem do relacionamento, amizade e intimidade com Deus.
- Fp 4.4: Alegrem-se sempre no Senhor. Sl 16.11: Na Tua presença há plenitude de alegria. Nm 8.10: Não fiquem tristes, pois a alegria do Senhor é a sua força. 1Ts 5.16: Alegrem-se sempre, orem constantemente. Sl 126.3: Grandes coisas fez o Senhor, por isso, estamos alegres. Rm 14.17: O Reino de Deus não consiste em comida e bebida, mas em justiça, paz e Alegria. Sl 100.2: Serví ao Senhor com alegria e apresentai-vos a ele com cânticos.
Transcrevendo pensamento de Adam Smith, na leitura do livro: Uma Simples Revolução - Trabalho, Ócio, e Criatividade, de Domenico De Masi, podemos ler e aprender o seguinte:
Copiando - ““ Não há nada que dê mais prazer do que observar em outras pessoas, uma participação em todas as emoções do nosso coração. As nossas ações são determinadas não só pelo egoísmo, pelo altruísmo e pela benevolência, mas também pela simpatia que nos leva a nos imaginarmos nas condições alheias e nos identificarmos com os sentimentos alheios.
Tudo que uma sociedade produz é fruto de uma divisão do trabalho, que nasce espontaneamente de uma propensão natural humana. Se todos executarem as mesmas funções e o mesmo trabalho, não existiria as grandes diferenças de atividades e de talentos.
O açougueiro, o padeiro e o cervejeiro se abstém de doar generosamente a sua mercadoria a quem tem fome, por outro lado, reconhece que eles vendem as suas mercadorias não só para ganhar por egoísmo, mas também para satisfazer os desejos dos fregueses e obter deles apreço, simpatia e conceito social.
A roupa de lã que veste os trabalhadores do dia, por mais espessa e rude que possa parecer, é o produto do trabalho conjunto de uma multidão de operários. A cooperação é parte integrante da natureza humana.
O ideal comunitário, comUnidade, baseia-se na supremacia da convivência relacional, do talento desinteressado, da colaboração organizada. Nossas ações viverão silenciosamente para sempre, na posição em que é possível trabalhar melhor pela humanidade, sem experimentar uma ALEGRIA mesquinha, limitada e egoísta.
As culturas orientais, são centradas na jornada interior, educando desde pequenos pelo exercício da introspecção. A introspecção está baseada no silêncio e solitude cultivando a meditação.
Já no ocidente, se cultiva a distração, estando desde cedo imersos nas vozes, formas, objetos, sons, rumores, cores, luxo, ostentação, sendo raros o tempo, silêncio, espaço, segurança e ambiente não poluído. Tempo, espaço e silêncio convergem para a solitude, como única condição que nos permite refletir e adentrar o doce mistério da ALEGRIA e serenidade consciente.
O sábio equilíbrio do silêncio, inteligência, reflexão e criatividade é a bem aventurança ou ALEGRIA do corpo e do espírito. A solitude quando imposta torna-se tortura, quando é escolhida de propósito, torna-se a mais suave das condições. É o diálogo comigo mesmo.
O oposto é a burocracia, como a vida do subordinado, do chefe ou diretor, que todo dia acorda na mesma hora, chega e encontra os mesmos colegas, que contam as mesmas coisas ou anedotas e se submetem as mesmas condições fúteis e obvias, sem voar alto, sem colaboração, sem sonhar, sempre repetindo tudo anos a anos, a mesma liturgia, que se chama de carreira, numa vida transformada em rito, que é uma morte antecipada, na quietude da aposentadoria.
Vida ALEGRE e bela é a que se renova sempre, com risco, criatividade, imprevistos e reflexão. “”.
Edgard F Alves
